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O Desemprego no Brasil

08:11
Não são poucas as pessoas que nos escrevem pedindo comentários e explicações sobre a supostamente baixa taxa de desemprego no Brasil. De fato, um estrangeiro mais desinformado que à primeira vista olhe para os números brasileiros irá se sentir tentado a arrumar suas malas, vender sua casa europeia e vir voando com toda a família para o Brasil. 

Quando me perguntam minha opinião sobre a taxa de desemprego no Brasil, apenas respondo: qual taxa? 

 A do IBGE ou a do DIEESE? A do DIEESE é simplesmente o dobro da do IBGE. Enquanto o IBGE fala que a taxa de desemprego de outubro foi de 5,3%, o DIEESE afirma que foi de 10,5%. Os mesmos indicadores com uma margem de erro de incríveis 100%. E as implicações disso são enormes. Ao passo que uma taxa de desemprego de 5,3% é menor que a de todos os países europeus (exceto Suíça e Áustria), norte-americanos, asiáticos e da Oceania, uma taxa de 10,5% só é inferior à francesa, portuguesa, irlandesa, grega e espanhola. Ou seja: o mesmo país, o mesmo indicador, duas realidades totalmente opostas. 

 Desde que comecei a prestar mais atenção no assunto — e, principalmente, desde que me inteirei melhor da metodologia —, perdi completamente o interesse pelo indicador. Ele não indica nada. 
 A metodologia do IBGE é totalmente ridícula. Um malabarista de semáforo é considerado empregado. 

 Um sujeito que vende bala no semáforo também está empregadíssimo. Um sujeito que lavou o carro do vizinho na semana passada em troca de um favor é considerado empregado (ele entra na rubrica de 'trabalhador não remunerado'). Se um sujeito estava procurando emprego há 6 meses, não encontrou nada e desistiu temporariamente da procura, ele não está empregado mas também não é considerado desempregado. Ele é um "desalentado". Como não entra na conta dos desempregados, ele não eleva o índice de desemprego. Além disso, o índice também coloca na rubrica 'empregado' todas aquelas pessoas que exercem trabalhos considerados precários, como o sujeito que trabalha poucas horas por semana e gostaria de trabalhar mais, mas não consegue (muito provavelmente por causa das regulamentações trabalhistas), e o sujeito que faz vários bicos, mas cujo rendimento mensal é menor que o salário mínimo.

 Ou seja, você substitui seu vizinho na barraca de pipoca dele por três dias. Em troca, ele lha dá R$250. Você foi considerado pelo IBGE como estando empregado — tendo efetivamente trabalhado 3 dias no mês. Com todos esses truques, não é de se estranhar que o Brasil esteja com "pleno emprego", mesmo com sua arcaica legislação trabalhista, sua escandinava carga tributária e espoliadores seus encargos sociais e trabalhistas. 
 Mas isso, sejamos francos, não é uma exclusividade brasileira, não. 

 O governo americano, por exemplo, também divulga 2 índices, cada um com um metodologia diferente. Obviamente, ele se pauta apenas por aquele que fornece o mais róseo resultado. Uma fonte privada complementa fornecendo o terceiro índice, bem mais rigoroso. Veja abaixo: 


 Na Europa, a coisa é ainda mais discrepante. Alguém realmente acredita que o real desemprego na França e em Portugal é a metade do espanhol? A impressão que tenho é que a Espanha é o único país que de fato adota uma metodologia mais rigorosa. Indo para os finalmentes Felizmente, o IBGE disponibiliza em seu site todos os dados coletados desde março de 2002, possibilitando que uma pessoa mais interessada em fatos e menos em ideologias possa analisar um pouco melhor a realidade do país. A tabela divulgada para o mês de outubro está aqui. 
 Veja lá todas as categorias que mencionei acima: Pessoas Desalentadas, Pessoas Subocupadas por Insuficiência de Horas Trabalhadas, Pessoas Ocupadas com Rendimento/Hora menor que o Salário Mínimo/Hora, Pessoas Marginalmente Ligadas à PEA (População Economicamente Ativa). 

Em termos práticos, na atual metodologia, se um gerente de banco é demitido e passa a fazer malabarismo no semáforo, a taxa de desemprego não se altera. Se um desempregado lava o carro do vizinho em troca de um favor, a taxa de desemprego cai. 

 O leitor interessado pode baixar aqui uma enorme planilha de Excel com os valores de todas essas variáveis coletadas desde março de 2002. Eu fiz isso e calculei uma taxa de desemprego mais realista. Coletei os seguintes dados: 
 1) pessoas desocupadas; 
 2) trabalhadores não remunerados; 
 3) pessoas com rendimento/hora menor que o salário mínimo/hora (aquele sujeito que faz vários bicos, mas cujo rendimento mensal é menor que o salário mínimo); 
 4) pessoas marginalmente ligadas à PEA (pessoas que não estavam trabalhando na semana da pesquisa mas que trabalharam em algum momento dos 358 dias anteriores à pesquisa e que estavam dispostas a trabalhar); e
 5) pessoas desalentadas. 

De canja para o governo, deixei de fora as pessoas subocupadas, pois uma pessoa que trabalha regularmente um determinado número de horas por semana não está tecnicamente desempregada. Somei estes cinco itens e dividi pelo total da população economicamente ativa. Logo, a real taxa de desemprego brasileiro é essa abaixo:
Portanto, a real taxa de desemprego no Brasil em outubro foi de 21,4%. Nada surpreendente quando levamos em conta nossa legislação trabalhista e tributária. Encargos sociais e trabalhistas onerosos em conjunto com uma paquidérmica carga tributária sobre as empresas não poderiam permitir outro resultado senão esse. Um quinto da população sem emprego fixo após três anos de econmia "pujante", segundo o animador de circo que habita o Minstério da Fazenda. Observe o efeito da expansão artificial do crédito criada pelo Banco Central em conjunto com o sistema bancário de reservas fracionárias a partir de meados de 2009. Sem que nenhuma alteração na estrutura da economia brasileira houvesse sido feita, a taxa de desemprego caiu para o historicamente baixo nível de 20%. 

 Por isso ela é insustentável: ela é totalmente guiada pela expansão do crédito, um mecanismo de curto prazo. A economia, como foi previsto neste site ainda no segundo semestre do ano passado, já está parada. O desemprego, como em todos os outros países, tende a ser a última variável a ser afetada. 

 Leandro Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil. 
FONTE: http://www.mises.org.br


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Campanha Google em defesa da liberdade da web

10:11

Os governos por si sós não podem determinar o futuro da Internet. Os bilhões de pessoas em todo o mundo que usam a Internet, bem como os especialistas que a desenvolvem e a mantêm, devem ser incluídos.

Por exemplo, no Fórum de Governança da Internet, qualquer pessoa pode participar e dar sua opinião, ou seja, um membro do governo tem a mesma influência que um indivíduo qualquer.

Apóie a Internet livre e aberta.
"Um mundo livre e aberto depende de uma Internet livre e aberta. Os governos por si sós não podem determinar o futuro da Internet. Os bilhões de pessoas em todo o mundo que usam a Internet, bem como os especialistas que a desenvolvem e a mantêm, devem ser incluídos."

CLIQUE AQUI E PARTICIPE
https://www.google.com/intl/pt-BR/takeaction/whats-at-stake/

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Democracia não é sinônimo de liberdade.

09:01

Este ano, o Facebook atingirá a marca de 1 bilhão de usuários — ou um sétimo da população humana.  Isto significa que esta rede social induziu uma quantidade de participação popular maior do que qualquer outro governo no mundo, exceto Índia e China, e provavelmente irá superar estas duas nações dentro de um ano ou dois.  E enquanto várias pessoas ao redor do mundo fogem de seus governos tão logo se tornam capazes, cada vez mais pessoas se juntam voluntariamente ao Facebook.
Qual é a lógica?  Qual é a força motriz?  Qual é o agente da mudança?

Sim, o software funciona muito bem, e sim, os administradores e proprietários têm mentes empreendedoriais.  Porém, o real segredo do Facebook é a sua engrenagem humana interna — os usuários individuais —, a qual acaba sendo um espelho da maneira como a própria sociedade se forma e se desenvolve.

A melhor maneira de ver e compreender isto é comparando o funcionamento do Facebook com o funcionamento do processo político democrático.  Observar o progresso do Facebook é algo divertido, produtivo, fascinante, proveitoso e evolutivo.  Por outro lado, vivenciar um período eleitoral é sempre algo desagregador, fatigante, incômodo, inútil, destrutivo, amargo e completamente perturbador.

E é assim porque o Facebook e a democracia funcionam seguindo princípios completamente distintos.
O Facebook se baseia no princípio da liberdade de associação.  Você decide se associar a alguém ou a algum grupo, ou simplesmente se recusa a se associar.  Você pode ter um só amigo ou milhares de amigos.  Você compartilha as informações que quer compartilhar e mantém ocultas aquelas que você não quer que se tornem públicas.  Você utiliza a plataforma somente para seu proveito próprio, podendo se recusar a utilizá-la para qualquer outro propósito.

A contribuição que você dá ao Facebook é um prolongamento das coisas que você melhor conhece: você próprio, seus interesses, suas atividades, suas ideias.  O princípio do individualismo — você é o melhor gerente da sua vida — é a engrenagem que move a máquina.  Assim como não há duas pessoas iguais, também não há duas pessoas que terão exatamente a mesma experiência ao utilizarem a plataforma.  Todas as opções são personalizadas e individualizadas de acordo com os interesses e desejos de cada usuário.
Mas, é claro, você está interessado em outras pessoas também, e assim você solicita uma relação ou uma associação.  Se elas concordarem, vocês se conectam e formam algo mutuamente satisfatório.  Você escolhe quem incluir e quem excluir, gradualmente formando a sua própria e exclusiva rede de associações, a qual irá se basear em quaisquer critérios seletivos que você queira.  As redes crescem continuamente por meio destes princípios do individualismo e da escolha.  Trata-se de um processo cooperativo em constante evolução — exatamente aquele que Hans-Hermann Hoppe descreve como sendo a fundação da própria sociedade.

Já as eleições democráticas, por sua vez, aparentemente também dizem respeito a escolhas.  Porém, trata-se de uma escolha sobre quem irá controlar toda a plebe.  O resultado de uma eleição coloca todos os usuários sob a mesma personalização, sob a mesma configuração, independentemente de qual seja o desejo de cada indivíduo.  Você é obrigado a participar do sistema pelo simples fato de ter nascido dentro dele.  Claro, você pode decidir em quem votar, mas você não pode optar por não ter sua vida controlada pelo vencedor da eleição.

Dentro deste sistema democrático, você automaticamente ganha centenas de milhões de "amigos", queira você ou não.  Estes falsos "amigos" (ou "amigos" fakes) são designados para você em virtude de uma fronteira geográfica que foi delineada por líderes governamentais muitos anos atrás.  Estes "amigos" irão postar mensagem na sua página constantemente.

  Seu 'feed de notícias' mostrará uma contínua e implacável série de exigências e obrigatoriedades.  Você não pode apagar estas postagens e nem marcá-las como spam.  As receitas do sistema não são obtidas por meio da publicidade, mas sim extraídas de você pelo simples fato de estar dentro do sistema.  

Nada é realmente voluntário em uma eleição.  Independentemente do resultado, você estará vinculado a ele.  Se os eleitores forem majoritariamente jovens, o candidato A tende a vencer.  

Se forem majoritariamente religiosos, o candidato B irá prevalecer.  Se forem majoritariamente lobistas ou membros de grupos de interesse, o candidato C será o vitorioso.  Tudo será decidido pela demografia, mas haverá apenas um vencedor sob este sistema.

Portanto, uma eleição tem necessariamente de ser uma batalha entre as pessoas, uma luta, uma briga incruenta, uma investida para impor a sua vontade e sobrepujar os interesses e desejos dos outros.  Ao final, os mestres apenas se voltam para nós e dizem que, não importa qual tenha sido o resultado, devemos estar todos felizes por termos podido participar do processo. O individual deve render-se ao coletivo.

Asseguram-nos que isso significa que o sistema funcionou.  Mas funcionou em que sentido?  Funcionou apenas no sentido de que a minoria bem-organizada levou a melhor sobre a maioria difusa.  Isso é tão pacífico quanto uma luta de vale-tudo.

Já o Facebook não tem nada a ver com este absurdo.  Suas comunidades são criações exclusivamente suas, uma extensão de suas vontades e da harmonia delas com as vontades alheias.  As comunidades crescem baseando-se no princípio da vantagem mútua.  Se você cometer um erro e adicionar uma pessoa indesejada, você pode esconder as postagem dela ou mesmo desfazer sua amizade com ela.  Isto irá gerar mágoas, é claro, mas não configura uma ação violenta: afinal, não se trata de roubo ou assassinato.
Seus amigos no Facebook podem ser de qualquer lugar do mundo.  Eles diariamente fazem "check in" em várias locações, registrando suas jornadas.  Não importa se o seu amigo mora em Pequim ou está em viagem para Buenos Aires; o Facebook torna possível aquilo que podemos chamar de associações humanas geograficamente não-contíguas.  Diferenças idiomáticas podem representar barreiras à comunicação, mas mesmo elas podem ser superadas.

Já a democracia está totalmente vinculada à geografia.  Você vota em uma localização especificada por uma instância superior.  Seu voto é amontoado junto aos votos de todas as outras pessoas que vivem em seu município, produzindo assim um resultado único para a sua localidade, desta forma fazendo com que seus reais desejos sejam instantaneamente fundidos aos desejos de todos estes outros indivíduos.  Ato contínuo, estes votos são novamente fundidos em um novo nível geográfico, desta vez estadual e, depois, finalmente, nacional.  Neste ponto, todas as suas preferências já se vaporizaram.
Algumas vezes, as pessoas enjoam do Facebook.  Elas repentinamente começam a considerá-lo tedioso, infantil, bobo, uma perda tempo.  Alguns passam a considerá-lo até mesmo invasivo.  Perfeito.  Você pode sair quando quiser.  Vá até suas configurações, desative todas as notificações e passe um período sabático.  As pessoas podem reclamar a sua ausência, mas trata-se da sua escolha estar ali ou não.  Você pode até deletar sua conta completamente sem nenhum inconveniente.  Depois você pode voltar caso deseje ou até mesmo entrar em outra rede social.

Agora, tente fazer isso na democracia.  Você não pode cancelar sua inscrição.  Você está automaticamente inscrito no sistema por toda a sua vida, e nem mesmo uma mudança de residência, até mesmo para outro país, pode mudar isso.  É extremamente difícil deletar a sua conta, mesmo renunciando à sua cidadania.  Os líderes da democracia ainda assim irão perseguir e acossar você.

Podemos aprender várias lições com o Facebook e com todas as outras redes sociais que a internet nos trouxe.  São mais do que simples websites; são modelos de organização social que transcendem as velhas formas.  Se a nossa vida se tornasse mais parecida com uma rede social, veríamos um real progresso no caminhar da civilização.  Se persistirmos no velho modelo de integração democrática forçada, continuaremos vivenciando nosso atual declínio.

Jeffrey Tucker 
é o presidente da  Laissez-Faire Books e consultor editorial do mises.org.  É também autor dos livros It's a Jetsons World: Private Miracles and Public Crimes e Bourbon for Breakfast: Living Outside the Statist Quo
FONTE: http://www.mises.org.br

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Cuba uma favela no paraíso caribenho.

09:54
Juremir Machado da Silva (jornalista gaúcho, da ala da esquerda, que acompanhou o governador Tarso Genro - linha trotskista - em "visita" a Cuba, não se sabe para quê)

     Na crônica da semana passada, tentei, pela milésima vez, aderir ao comunismo. Usei todos os chavões que conhecia para justificar o projeto cubano. Não deu certo. Depois de 11 dias na ilha de Fidel Castro, entreguei de novo os pontos.

     O problema do socialismo é sempre o real. Está certo que as utopias são virtuais, o não-lugar, mas tanto problema com a realidade inviabiliza qualquer adesão. Volto chocado: Cuba é uma favela no paraíso caribenho.

     Não fiquei trancado no mundo cinco estrelas do hotel Habana Libre. Fui para a rua. Vi, ouvi e me estarreci. Em 42 anos, Fidel construiu o inferno ao alcance de todos. Em Cuba, até os médicos são miseráveis. Ninguém pode queixar-se de discriminação. É ainda pior. Os cubanos gostam de uma fórmula cristalina: ‘Cuba tem 11 milhões de habitantes e 5 milhões de policiais’. Um policial pode ganhar até quatro vezes mais do que um médico, cujo salário anda em torno de 15 dólares mensais. José, professor de História, e Marcela, sua companheira, moram num cortiço, no Centro de Havana, com mais dez pessoas (em outros chega a 30). Não há mais água encanada. Calorosos e necessitados de tudo, querem ser ouvidos. José tem o dom da síntese: ‘Cuba é uma prisão, um cárcere especial. Aqui já se nasce prisioneiro. E a pena é perpétua. Não podemos viajar e somos vigiados em permanência. Tenho uma vida tripla: nas aulas, minto para os alunos. Faço a apologia da revolução. Fora, sei que vivo um pesadelo.

Alívio é arranjar dólares com turistas’. José e Marcela, Ariel e Julia, Paco e Adelaida, entre tantos com quem falamos, pedem tudo: sabão, roupas, livros, dinheiro, papel higiênico, absorventes. Como não podem entrar sozinhos nos hotéis de luxo que dominam Havana, quando convidados por turistas, não perdem tempo: enchem os bolsos de envelopes de açúcar. O sistema de livreta, pelo qual os cubanos recebem do governo uma espécie de cesta básica, garante comida para uma semana. Depois, cada um que se vire. 


Carne é um produto impensável.


     José e Marcela, ainda assim, quiseram mostrar a casa e servir um almoço de domingo: arroz, feijão e alguns pedaços de fígado de boi. Uma festa. Culpa do embargo norte-americano? Resultado da queda do Leste Europeu? José não vacila: ‘Para quem tem dólares não há embargo. A crise do Leste trouxe um agravamento da situação econômica. Mas, se Cuba é uma ditadura, isso nada tem a ver com o bloqueio’. Cuba tem quatro classes sociais: os altos funcionários do Estado, confortavelmente instalados em Miramar; os militares e os policiais; os empregados de hotel (que recebem gorjetas em dólar); e o povo. ‘Para ter um emprego num hotel é preciso ser filho de papai, ser protegido de um grande, ter influência’, explica Ricardo, engenheiro que virou mecânico e gostaria de ser mensageiro nos hotéis luxuosos de redes internacionais.

     Certa noite, numa roda de novos amigos, brinco que, quando visito um país problemático, o regime cai logo depois da minha saída. Respondem em uníssono: Vamos te expulsar daqui agora mesmo’. Pergunto por que não se rebelam, não protestam, não matam Fidel? Explicam que foram educados para o medo, vivem num Estado totalitário, não têm um líder de oposição e não saberiam atacar com pedras, à moda palestina. Prometem, no embalo das piadas, substituir todas as fotos de Che Guevara espalhadas pela ilha por uma minha se eu assassinar Fidel para eles.

     Quero explicações, definições, mais luz. Resumem: ‘Cuba é uma ditadura’. Peço demonstrações: ‘Aqui não existem eleições. 

A democracia participativa, direta, popular, é uma fachada para a manipulação. 


Não temos campanhas eleitorais, só temos um partido, um jornal, dois canais de televisão, de propaganda e, se fizéssemos um discurso em praça pública para criticar o governo, seríamos presos na hora’.


     Ricardo Alarcón aparece na televisão para dizer que o sistema eleitoral de Cuba é o mais democrático do mundo. Os telespectadores riem: ‘É o braço direito da ditadura. O partido indica o candidato a delegado de um distrito; cabe aos moradores do lugar confirmá-lo; a partir daí, o povo não interfere em mais nada. 
Os delegados confirmam os deputados; estes, o Conselho de Estado; que consagra Fidel’.Mas e a educação e a saúde para todos? 
Ariel explica: ‘Temos alfabetização e profissionalização para todos, não educação. Somos formados para ler a versão oficial, não para a liberdade.

     A educação só existe para a consciência crítica, à qual não temos direito. O sistema de saúde é bom e garante que vivamos mais tempo para a submissão’. José mostra-me as prostitutas, dá os preços e diz que ninguém as condena: ’Estão ajudando as famílias a sobreviver’. 
Por uma de 15 anos, estudante e bonita, 80 dólares. Quatro velhas negras olham uma televisão em preto e branco, cuja imagem não se fixa. Tentam ver ‘Força de um Desejo’. Uma delas justifica: ‘Só temos a macumba (santería) e as novelas como alento. 
Fidel já nos tirou tudo.Tomara que nos deixe as novelas brasileiras’. 
Antes da partida, José exige que eu me comprometa a ter coragem de, ao chegar ao Brasil, contar a verdade que me ensinaram: em Cuba só há ‘rumvoltados’.
Correio do Povo, Porto Alegre (RS)



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O que o sistema bancário esconde.

02:49

Ao leitor leigo que teve a coragem de clicar neste artigo não obstante seu título nada atraente, prometo meu máximo esforço para tornar esta leitura palatável e perfeitamente compreensível.  

O assunto pode parecer árido e desinteressante à primeira vista, porém é o mais importante de toda a economia.  Afinal, é justamente o sistema bancário quem multiplica a quantidade de dinheiro na economia e, consequentemente, afeta a oferta de crédito.

Qualquer assunto que envolva a criação e a manipulação de dinheiro e da oferta de crédito possui mais impacto sobre a economia do que qualquer pacote de estímulo fiscal, qualquer regulamentação, qualquer parceria público-privada.  A diferença é que o impacto surge mais no longo prazo e quase sempre suas reais causas não são compreendidas.  A manipulação da moeda de um país é algo que afeta a todos, mas em proporções muito distintas.  Alguns ganham e muitos (a maioria) perdem.

Se você entender este artigo, entenderá como realmente funciona o nosso atual sistema financeiro — e o considerará, no mínimo, muito estranho.

Estrutura

As relações entre o Banco Central e o sistema bancário já foram exaustiva e detalhadamente cobertas em uma série de artigos deste site (dentre os quais, sugiro este, este e este), de modo que neste artigo vamos nos concentrar mais na mecânica do sistema bancário.

Mais especificamente, vamos nos ater às seguintes questões: como de fato os bancos criam dinheiro, expandem o crédito e afetam toda a economia?  Seria possível o sistema bancário criar moeda e expandir a oferta de crédito continuamente caso não houvesse um Banco Central?  Como os bancos podem atender ao apelo daquele animador de circo que ocupa o cargo de Ministro da Fazenda e sair concedendo crédito a rodo?  A inflação de preços no Brasil, teimosamente alta, tem a ver com o nosso sistema bancário?

Os três primeiros artigos linkados acima detalham como o Banco Central, por meio de suas compras de títulos públicos que estão em posse do sistema bancário, deposita dinheiro (meros dígitos eletrônicos criados do nada, ao simples apertar de uma tecla de computador) em uma conta que os bancos mantêm junto ao Banco Central.  Estes dígitos recém-adicionados às suas contas são então utilizados pelos bancos para expandir a oferta de crédito em uma quantidade várias vezes maior do que a quantidade de dígitos criada pelo Banco Central.

Isso é apenas o básico.  Os detalhes, no entanto, explicam muita coisa.  Vamos a eles.

Os dez principais bancos brasileiros, elencados pelo valor de seus ativos, são: Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, BNDES, Caixa Econômica Federal, Santander, HSBC, Votorantim, Safra e BTG Pactual.  Menção honrosa para o Citibank em 11º e para o Banrisul em 12ª, inflando o orgulho dos gaúchos.

Olhando esta lista — e excluindo o BNDES pelo fato de ele não ser um banco comercial no sentido estrito do termo, isto é, com correntistas pessoas físicas —, é fácil perceber como o sistema bancário brasileiro é concentrado.  Afinal, quantas pessoas você conhece que são correntistas apenas do Votorantim, do Safra, do BTG Pactual e do HSBC?  Votorantim e BTG sequer trabalham com caderneta de poupança.  E os ativos do Santander, quinto da lista sem o BNDES, são a metade dos do Itaú, o segundo da lista.

Logo, se, por exemplo, o Itaú emprestar dinheiro para alguém, o dinheiro deste empréstimo muito provavelmente acabará sendo depositado ou em uma agência do BB, ou em uma do Bradesco, ou em uma da CEF, ou em uma do próprio Itaú.  Com uma menor probabilidade, este dinheiro pode ir para o Santander.  E com muito menos probabilidade, ele pode ir para qualquer outro banco.

(E se considerarmos a hipótese mais realista de que empréstimos vultosos feitos por uma instituição tendem a ser pulverizados para vários cantos da economia, as chances de que uma fatia deste dinheiro volte para a própria instituição bancária que originou o empréstimo é bem grande.)

Todos estes prolegômenos têm um só objetivo: mostrar que o sistema bancário brasileiro é extremamente concentrado.  Fazendo uma simplificação relativamente realista, não é exagero dizer que temos apenas 5 bancos: BB, Itaú, Bradesco, CEF e Santander.  Com boa vontade, podemos incluir o HSBC, cujos ativos são quase nove vezes menores que os do BB. 
Isto significa que, sempre que BB, Itaú, Bradesco ou CEF fizerem um empréstimo, a chance de uma fatia deste dinheiro voltar para eles próprios é bem alta.  Mais especificamente, sempre que o BB, por exemplo, faz um empréstimo vultoso, pode-se dizer que 20% (um quinto) deste dinheiro volta para ele.

Juntos, BB, Itaú, Bradesco, CEF e Santander detêm 74% dos ativos de todo o sistema bancário.

E as consequências disso são muitas.

As características do atual sistema bancário
CONTINUA AQUI.
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1387

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Tio Patinhas ensina o que é inflação

02:12
O "Tio Patinhas" é personagem de desenho animado que personifica bem o real capitalismo de livre-mercado: através de sua poupança ele faz diversos investimentos que lhe geram lucros que são reinvestidos ou se tornam uma nova poupança - e o ciclo recomeça.

 Dois detalhes importantes dessa história são:
 1) ele acumula moedas de ouro, o que expressa sua desconfiança em relação à moeda fiduciária, ou seja, aquele pedaço de papel que os governos imprimem quando querem, gerando inflação e

 2) ele não mantém relações com governos, ou seja, não é um Eike Batista ou cartola de time de futebol, dois tipos bastante atuais de corporativistas-fascistas-estatistas no Brasil de hoje que obtém favores de políticos e ex-presidentes para que seus negócios prosperem.

 Ele não pediria por protecionismo do governo de modo a favorecê-lo, em detrimento de toda a sociedade. Acumulou riquezas ao vender produtos e serviços para os consumidores. Patinas MacPato é uma defesa aberta do capitalismo.

Ele é ao mesmo tempo moralmente justo, empreendedor, trabalhador e inteligente, e assim ele acumulou sua fortuna. Tio Patinhas é um capitalista nobre.

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Como sabotar a educação dos negros

10:59

Se eu fosse um membro da Klu Klux Klan, querendo sabotar a educação dos negros, eu não poderia encontrar melhores aliados do que os esquerdistas e funcionários doestablishment educacional do governo Obama, especialmente o Secretário de Educação, Arne Duncan, que em março de 2010 anunciou que seu departamento iria “revigorar o cumprimento dos direitos civis".
Para Duncan, a questão dos direitos civis foi que estudantes negros de ensino fundamental e médio são punidos numa taxa maior do que os brancos. Sua prova de discriminação é que os negros são três vezes e meia mais propensos a serem suspensos ou expulsos do que seus pares brancos.
Duncan e os seus partidários na administração Obama convenientemente ignoraram a "discriminação racial" na escola contra os brancos, que são mais que duas vezes mais propensos a serem suspensos do que asiáticos e insulares do Pacífico.
Heather Mac Donald relata tudo isso em "Indisciplinados", publicado no City Journal (verão de 2012). Ela escreve que, entre setembro de 2011 e fevereiro de 2012, foram presos na escola 25 vezes mais estudantes negros de Chicago do que os estudantes brancos, principalmente por agressão. Em escolas de Chicago, os estudantes negros superam os brancos em quatro para um.
Mac Donald acrescenta: "Nacionalmente, o quadro não é melhor. A taxa de homicídios entre os homens com idades de 14 a 17 é quase 10 vezes maior para os negros do que para brancos e hispânicos somados. Esses dados não causam nenhum impacto sobre a administração Obama e seus defensores ao redor, que aparentemente acreditam que a falta de autocontrole e de socialização – que resultam nesta violência criminosa desproporcional – não se manifestam no comportamento em sala de aula também".
De acordo com o National Center for Education Statistics, em todo o país, durante 2007-2008, mais de 145 mil professores foram agredidos fisicamente. 6% das escolas de grandes cidades relataram desrespeito verbal aos professores e 18% relataram desrespeito não verbal aos professores. Um estudo anterior da NCES descobriu que 18% das escolas do país contabilizaram 75% dos incidentes de violência relatados, e 6,6% contabilizaram 50%. No que diz respeito a violência grave – homicídio e estupros – 1,9% das escolas relataram 50% dos casos. A preponderância da violência escolar ocorre em escolas de grandes cidades frequentadas por alunos negros.
Os educadores não veem esse comportamento em sala de aula como uma prioridade. De acordo com um recrutador, uma escola de Baltimore agora pergunta aos candidatos a professor "Como você reage ao ser maltratado? O que você faria se alguém te xingasse?". A resposta correta é: "nada". Essa visão pode explicar por que um veterano com 34 anos de escola teve que ser retirado das instalações em uma ambulância depois que um estudante quebrou o vidro de uma vitrine em sala de aula.
Mac Donald relata que uma professora da quinta série, em St. Paul, Minnesota, zomba da ideia de que os estudantes das minorias estão sendo injustamente alvo de disciplina, dizendo: "Qualquer pessoa em sã consciência sabe que esses alunos (punidos) são extremamente perturbadores".
Em resposta aos índices mais elevados de punições disciplinares para estudantes de minorias, a escola distrital de St. Paul gastou 350 mil dólares em sessões de treinamento em “proficiência cultural” para professores nas quais eles aprendem sobre “brancura”. Em uma dessas sessões, um professor asiático perguntou: "Como posso ajudar o estudante que dá respostas abruptas e interrompe a aula". O facilitador negro respondeu: "Isso é o que a cultura negra é". Se uma pessoa branca fez uma observação dessas, eu tenho certeza que ela seria considerado racista.
Alguns dos atuais líderes políticos negros são mais ou menos da minha idade, 76, como os deputados Maxine Waters, Charles Rangel, Conyers John, o ex-governador da Virgínia Douglas Wilder, Jesse Jackson e muitos outros. Pergunte a eles o que seus pais teriam feito se eles tivessem xingado, agredido um professor ou tido um comportamento perturbador que se tornou rotina em tantas escolas. Será que os pais teriam aceito o comportamento público grosseiramente desrespeitoso público que inclui linguagem chula e epítetos raciais? Seu silêncio e apoio ao status quo representam uma traição de proporções épicas para o sangue, suor e lágrimas dos nossos antepassados em sua luta para tornar disponíveis as oportunidades de educação de hoje.
 Walter E. Williams é professor de Economia na Universidade George Mason.



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Refutando as falácias marxistas

03:04

O fracasso do socialismo como princípio de ordenamento social é hoje evidente para qualquer pessoa sensata e informada — o que exclui, é claro, os socialistas.  Estes, porém, insistem que o malogro coletivista foi um mero acidente histórico, que a teoria é fundamentalmente correta e que pode funcionar no futuro, se presentes as condições apropriadas.  Tentarei demonstrar nesse texto, recorrendo na medida das minhas limitações aos ensinamentos da escola austríaca de economia, que absolutamente não é esse o caso, que a teoria econômica (para não falar dos fundamentos filosóficos, éticos, sociológicos e políticos!) do socialismo é insustentável em seus próprios termos, e que ipso facto os resultados calamitosos constatados pela experiência histórica são, e sempre serão, uma consequência inevitável de uma ordem (rectius: desordem!) socialista.  Não é preciso enfatizar a importância de se ter plena consciência da natureza perniciosa dessa corrente política e de suas funestas implicações, uma vez que em nosso país um poderoso movimento totalitário está muito próximo de tomar o poder.

O erro dos clássicos

O núcleo do pensamento econômico socialista está na concepção do valor como decorrente do volume de trabalho necessário para a produção das mercadorias, e isso não só em Marx como também em outros teóricos como Rodbertus, Proudhon etc.  Essa teoria do valor constitui a premissa elementar da qual a mais-valia e a exploração são deduzidas.
Marx, como se sabe, não inventou a teoria do valor-trabalho. Ela foi exposta bem antes por Adam Smith e David Ricardo e, dada a autoridade desses mestres, ganhou foros de ortodoxia. É difícil entender como esses dois pensadores notáveis, cujas descobertas foram realmente magníficas, puderam fracassar tão cabalmente justamente na questão crucial do valor. Talvez por causa dos avanços das ciências naturais, que estavam revelando propriedades antes insuspeitadas nas coisas, eles imaginaram que era mais "científico" considerar o valor também como um atributo da coisa.

Vários pensadores antes de Smith já tinham tido o insight correto: o valor das coisas depende da avaliação subjetiva de sua utilidade. O valor está na mente dos homens. Hoje se sabe que os filósofos escolásticos e os primeiros economistas franceses, Cantillon e Turgot, haviam concebido uma teoria econômica superior em muitos pontos a dos clássicos britânicos, sobretudo quanto ao valor. Smith e Ricardo, porém, puseram a economia na pista errada com uma teoria do valor falaciosa e, nesse aspecto, causaram um grave retrocesso no pensamento econômico.

Mas não por muito tempo. Enquanto Marx e outros pensadores socialistas faziam da teoria objetiva do valor a pedra fundamental de sua doutrina, diversos estudiosos já haviam constatado o desacerto dessa teoria e, independentemente, buscavam alternativas. Em todo caso, não seria exagero afirmar que Marx foi um economista clássico ortodoxo e que seus mestres, Ricardo em especial, podem ser considerados os fundadores honorários involuntários do socialismo "científico".  Por ironia, o "revolucionário" Marx foi um conservador extremado em teoria econômica, enquanto que os economistas "burgueses" austríacos empreenderam uma verdadeira revolução nesse campo científico.

A redescoberta da subjetividade do valor

Vários economistas, entre eles o austríaco Carl Menger, chegaram basicamente à mesma conclusão que seus esquecidos antecessores pré-clássicos: o valor é subjetivo.  A teoria subjetiva do valor — ou teoria da utilidade marginal — resolve o problema satisfatoriamente, sem deixar lacunas.  O valor nada tem a ver com a quantidade de trabalho empregada na produção da coisa, mas depende de sua utilidade para a satisfação de um propósito de uma determinada pessoa.  A utilidade decresce à medida que mais unidades de um dado bem são adquiridas, posto que a primeira unidade é empregada na função mais urgente segundo a escala de valores de cada um, a segunda unidade exerce a função imediatamente menos urgente etc.
Para um sujeito que já tem uma televisão, por exemplo, ter outra já não tem a mesma urgência — dito de outra forma, as TVs são idênticas, exigiram a mesma quantidade de trabalho na sua produção, mas não têm o mesmo valor.  Cada indivíduo tem uma escala de valores diferente, e o que é valioso para um pode não valer nada para outro. Até para o mesmo indivíduo a utilidade — e daí o valor — de um determinado bem varia no tempo.

Isto posto, é fácil verificar que os preços refletem a interação entre ofertantes e demandantes, cada um com sua respectiva escala de valores. Compradores e vendedores potenciais expressam suas preferências no mercado, condicionadas por suas valorações pessoais e intransferíveis, e dessa interação surge uma razão de troca, um preço, que vai variando para igualar oferta e procura ao longo do tempo, de modo que em um determinado instante todos os que valoram o que querem adquirir (no caso a TV) mais do que o que se propõem a dar em troca (no caso um preço monetário x) conseguem comprar o produto.
O fabricante de TVs, segundo Marx, primeiro fabrica o produto e da quantidade de trabalho por unidade sai o valor e, consequentemente o preço. Isso é precisamente o inverso do processo real.  Na verdade, o fabricante inicialmente faz uma estimativa de um certo preço que ele espera que atraia compradores e esgote o estoque — compradores que valorem mais a TV do que o dinheiro correspondente ao preço.  
Em seguida, ele calcula o custo de produção aos preços correntes e, se for suficientemente inferior à receita final prevista, aí sim ele contrata e combina os fatores de produção para obter o produto.  Não é pois o trabalho ou de modo geral o custo de produção que determina o valor e o preço.  
É justamente o contrário: o preço projetado determina o custo de produção.

O emaranhado de falácias marxistas

Visando definir o valor com mais rigor do que Ricardo e levar a teoria às suas últimas consequências lógicas, Marx acaba demonstrando involuntariamente a invalidade das proposições pertinentes.  Como seus antecessores, Marx distingue entre valor de uso e valor de troca.  Para ele, as trocas só ocorrem quando coincide a quantidade de trabalho empregada no que se dá e no que se recebe.  Só há troca, pois, nos termos marxistas, quando há coincidência de valor, que por sua vez é função do volume de trabalho dispendido.  Ocorre que essa linha de raciocínio logo esbarra em um obstáculo insuperável: o trabalho é heterogêneo. Na ausência de homegeneidade, não há como tomar o trabalho como unidade de conta e medida de valor. Marx tenta superar o problema com os conceitos de trabalho "simples" e trabalho "complexo", fixando uma proporção entre eles, mas falha totalmente. Como os preços flutuam, Marx decreta que essas variações são ilusórias; o real é um certo "preço médio" que equivale ao valor, que equivale ao volume de trabalho dispendido na produção do bem.

Ao procurar fugir da rede de falácias que vai tecendo, Marx incorre em uma óbvia petição de princípio que até hoje engana os ingênuos: a medida do valor seria a quantidade de trabalho "socialmente necessário" para a produção de determinada mercadoria.  Ora, só podemos saber o que é "socialmente necessário" investigando o que leva os indivíduos que compõem uma sociedade a valorar uma coisa o suficiente para que sua fabricação seja "socialmente necessária".  Por que são produzidos mais CDs de axé do que de música clássica?  Por que o pagode é mais "socialmente necessário" do que a música erudita?  Porque há muito mais gente que gosta de pagode do que os que preferem música erudita.  

Fica claro que o que foi dado como provado, que o valor depende da quantidade de trabalho "socialmente necessário", é precisamente o que se necessita provar.  O que é "socialmente necessário"?  

É aquilo que os indivíduos desejam.  Sendo assim, é evidente que temos que procurar o valor das coisas nas preferências individuais, não no custo de produção.  Ademais, o trabalho não é o único fator de produção. Marx evidentemente sabe que o trabalho sem o fator terra — os recursos naturais — é inútil e vice-versa.  Ele assevera que só o trabalho humano cria valor, pois a natureza é passiva.
Mas se o trabalho isolado é incapaz de criar valor, o que nos impede de afirmar que o valor depende da quantidade de recursos naturais "socialmente necessários" à produção disso ou daquilo? 
E, como toda produção demanda tempo, por que não pode ser o valor definido como a quantidade de tempo "socialmente necessário" para a fabricação de uma mercadoria? Nessa ordem de idéias, mais lógico seria conceber o valor como função da quantidade de trabalho, terra, tempo e capital "socialmente necessários" para a produção de um bem. No fim das contas, é isso mesmo que Marx faz no vol. III de O Capital, relacionando o valor ao custo de produção, contradizendo sua própria concepção do valor-trabalho exposta no vol. I.

Para a teoria subjetiva, todavia, não há mistério e não há exceções: o "valor de troca" não é função do trabalho ou do custo de produção, e jamais pressupõe igualdade de valor.  Se eu dou tanto valor ao que me proponho a trocar quanto ao que me é oferecido, simplesmente não troco.  Só há troca quando os valores são diferentes, quando cada parte quer mais o que recebe do que o que dá.  O contrato de trabalho não foge à regra. Cada contratante valora mais o que dá do que o que recebe, logo não há exploração.  De fato, provando-se a falsidade da teoria do valor-trabalho, invalida-se inexoravelmente a exploração e a mais valia, e todo o edifício teórico deduzido dessa teoria desaba como um prédio de Sergio Naya.

Ademais, baseando-se na "lei de ferro dos salários", segundo a qual sempre que a remuneração do trabalho subisse acima do nível de subsistência os "proletários" aumentariam a sua prole, trazendo os salários de volta para o nível de subsistência original, Marx assegurou que o capitalismo engendrava a miserabilização crescente do proletariado. Trata-se de uma tese contraditória em seus próprios termos, vez que se a tendência fosse a de que a remuneração do trabalho permanecesse estagnada num patamar de miséria não haveria uma miserabilização "crescente", e sim uma "miserabilidade constante".
Na verdade, o padrão de vida dos trabalhadores não cessou de aumentar nos países capitalistas avançados, o que é o resultado natural da liberdade individual de maximizar a utilidade — o valor — nas trocas livres, voluntárias e mutuamente benéficas travadas no que se chama economia de mercado.  A consequente acumulação de capital investido per capita em grau maior do que o aumento demográfico da força de trabalho torna o trabalho cada vez mais escasso em relação ao capital — e os salários reais cada vez mais altos.  

Marx, como é comum entre os intelectuais, odiava a divisão do trabalho.  Mas foi o aprofundamento da divisão do trabalho que permitiu o aumento da produtividade do trabalho e o consequente aumento do poder aquisitivo real dos salários.  O "alienado" operário que aperta parafusos na linha de montagem é recompensado pelo fato de que a produtividade do seu trabalho é tal que lhe permite adquirir produtos antes sequer existentes e ter um padrão de vida muito superior ao artesão autônomo do passado que controlava todo o processo de produção.

Marx acreditava que a livre concorrência levaria a uma superconcentração do capital. Na verdade, a concorrência força sem parar a redução de custos e preços, resultando em uma melhor utilização de recursos escassos e os liberando para emprego em novas linhas de produção.  Marx não distinguiu o capitalista do empreendedor.  Na realidade, capitalista é todo aquele que consome menos do que produz — que poupa.  Hoje, nos países civilizados, os trabalhadores são capitalistas e suas poupanças reunidas em grandes fundos de pensão e investimentos capitalizam empresas no mundo todo.

 O empreendedor é todo aquele que vislumbra um desequilíbrio entre a valoração corrente de custos e preços futuros de um produto qualquer, e enxerga nele uma oportunidade de oferecer aos consumidores coisas que eles valoram mais do que o seu custo de produção.  A figura do empreendedor é insubstituível — o estado não pode exercer esse papel.  Isso os comunistas (e não apenas os comunistas!) puderam verificar na prática, para sua tristeza.

No sistema de Marx, como vimos, as trocas pressupõem igualdade de valor entre os bens negociados. Acontece que, como demonstrado acima, as trocas pressupõem precisamente o contrário: desigualdade de valor.  Ou não há troca alguma.  Assim, se a realidade se comportasse como na teoria de Marx, não haveria trocas. Na realidade, ninguém trabalharia sequer para si mesmo, posto que tal atividade envolve uma substituição de um estado atual considerado pelo agente como insatisfatório por um estado futuro reputado como mais satisfatório. 
Quer dizer, até o trabalho autônomo envolve uma troca e valores desiguais. O mundo de Marx seria povoado por seres autárquicos, autísticos e estáticos.  Um mundo morto.  Não admira que os regimes socialistas sofram invariavelmente de uma tendência para a completa estagnação e paralisia da atividade econômica.

A lei da preferência temporal

Outra descoberta fundamental, feita por um discípulo de Carl Menger chamado Eugen von Bohm-Bawerk, relaciona-se com a influência do tempo no processo produtivo.  Ele percebeu uma categoria universal da ação humana: as pessoas dão mais valor a um bem no presente do que o mesmo bem no futuro, posto que o tempo é escasso, e logo é um bem econômico.  Os indivíduos ao agirem elegem determinados fins e quanto mais cedo puderem alcançá-los, melhor.

Partindo desse axioma, ele obteve a explicação definitiva do fenômeno do juro, e mais, que o juro nas operações de crédito financeiras é um caso especial de um fenômeno geral.  A produção demanda tempo; do início da produção até a venda do produto há uma demora, sem falar no risco de o produto não ser vendido. Ocorre que ninguém quer esperar até que a venda ocorra para receber sua parte no total — isso se a venda realmente acontecer, e o preço for recompensador. 

 Os proprietários dos fatores de produção — os trabalhadores, os proprietários do espaço alugado, os fornecedores de insumos, os donos dos bens de capital — querem receber logo sua parte sem partilhar dos riscos.  Dito de outra forma, eles preferem bens presentes a bens futuros. Mas os bens presentes sofrem um desconto.  Daí receberem menos agora do que receberiam no futuro.  Ficam livres do risco, que é assumido pelo empreendedor e pelos poupadores que lhe outorgaram seus recursos.

A parcela que um determinado trabalhador agrega ao produto final — o valor do produto marginal, como dizem os economistas — pode ou não ser remunerado integralmente. Há frequentemente casos em que o trabalhador recebe mais do que produziu, quando o preço não cobre os custos, o que não tem explicação pela teoria marxista. O capitalista paga a mais-valia ao proletário!  O que é certo é que na economia de mercado há forças operando incessantemente para igualar o salário ao valor do produto marginal. Tanto o lucro quanto o prejuízo são sinais de desequilíbrio. Os prejuízos significam que os compradores não valoram um determinado bem mais do que o dispêndio mínimo corrente para produzi-lo. 

Os trabalhadores estão recebendo mais do que o seu trabalho produz.  O empresário tem que reduzir custos para reduzir o preço do seu produto, ou quebra.  
O lucro significa que os consumidores valoram um dado bem a um dado preço mais do que o custo de produzi-lo. Os trabalhadores estão recebendo menos do que o valor do produto marginal.  Isso quer dizer que os compradores querem mais desse produto. 
O retorno alto atrai a concorrência, o que aumenta a demanda por fatores de produção — trabalho incluso — e faz cair o preço pelo aumento da oferta do produto.  A taxa de lucro baixa e os salários tendem a igualar o valor do produto marginal, descontada a taxa social de preferência temporal — o juro.

Marx nunca compreendeu — ou não quis compreender — que o empreendedor é um preposto dos consumidores e que são estes quem determinam indiretamente o nível de remuneração dos fatores de produção — salários inclusos.  A tarefa dos empreendedores é satisfazer os caprichos dos consumidores.  Nessa função ele deve assumir riscos pois o futuro é sempre incerto.  Nota-se, pois, o absurdo da condenação da produção "para o lucro" pelos marxistas vulgares e sua veneração pela produção "para o uso".  Sucede que toda produção sempre tem por fim o consumo, i.e., o uso.

A produção não é um fim em si mesmo, e sim um meio para se alcançar um fim: o consumo.
O lucro e as perdas monetários são sinais fundamentais que orientam os empresários a organizar eficientemente a produção de modo a satisfazer os usos mais urgentemente desejados pelos usuários (pressupondo-se a ausência de privilégios concedidos pelo governo aos produtores em detrimento dos consumidores, tais como tarifas, monopólios, subsídios, licenças etc).

A lei da preferência temporal exerce um papel determinante no processo produtivo.  Se todos os proprietários de fatores (os empregados donos de sua força de trabalho, os fornecedores de insumos, o proprietário do espaço onde a fábrica ou loja se situa, os capitalistas) decidissem partilhar do risco e aguardar até a efetiva venda do produto final total para então dividirem pro rata a receita total, todos eles seriam empreendedores. Como, porém, o ser humano prefere o mesmo bem agora ao futuro (que é sempre incerto), surge a necessidade social de que um indivíduo, ou grupo de indivíduos reunidos (empresa), exerça essa função empreendedorial, que é absolutamente indispensável para o progresso da sociedade.
O empreendedor, assim, paga agora aos proprietários de fatores com bens presentes em troca de receber os mesmos bens (dinheiro) no futuro, correndo o risco de não receber. Esse desconto dos bens presentes em termos de bens futuros, como já assinalado, é o que se chama de juro.

A impossibilidade do cálculo econômico no socialismo

Tendo demonstrado satisfatoriamente que a crítica marxista ao capitalismo é inteiramente equivocada, resta empreender por nosso turno a crítica ao sistema socialista, conforme idealizado por Marx, seus sucessores e outras correntes socialistas. Esse sistema exige a propriedade pública dos meios de produção — terra, trabalho e capital — e o consequente planejamento central de todas as atividades econômicas.
A primeira objeção que vem à mente é a questão dos incentivos: quem planeja e quem obedece às ordens do planejador ou planejadores?  Quem determina o padrão de remuneração dos serviços e que padrão é esse?  Numa sociedade que se presume igualitária, a remuneração deve ser igual para todos os tipos de trabalho?  Nesse caso, o neurocirurgião terá o mesmo incentivo para exercer suas funções que o lixeiro?  Segundo os marxistas, cada um contribui para a coletividade segundo as suas possibilidades e recebe de um fundo comum segundo suas necessidades. Já é possível até aqui imaginar a complexidade do problema.

Pois um discípulo de Bohm-Bawerk, Ludwig von Mises, foi mais além, atingindo a raiz do problema do socialismo, que é ainda mais profunda do que a complicação dos incentivos permite vislumbrar.  Mises descobriu que a atividade econômica em uma economia complexa depende de um cálculo prévio que leve em conta os preços monetários dos fatores de produção. Impossível esse cálculo, impossível a atividade econômica.
Ocorre que, em uma sociedade socialista pura, todos os fatores de produção pertencem a um único dono: o estado. Sem propriedade privada, os fatores de produção não são trocados e, logo, não têm preço.  A escassez relativa dos fatores de produção e seus usos alternativos fica oculta e o planejador central inexoravelmente é levado a agir às cegas. Mises admitiu, para argumentar, que a questão dos incentivos não apresentasse nenhum obstáculo, que todos se empenhassem diligentemente em suas tarefas.  Ou seja, postula-se que a natureza humana seja aquela que os teóricos socialistas quiserem que ela seja, não o que ela de fato é.  Mesmo assim, na ausência de preços para os fatores de produção, o cálculo econômico é impossível e a atividade econômica se torna caótica, vez que não se pode discernir entre os vários tipos de combinação de fatores aquele que é o mais econômico.

Dado um determinado estado de conhecimento tecnológico, sempre existem inúmeras maneiras de se empreender um projeto econômico qualquer, digamos uma siderúrgica, mas somente se a escassez relativa dos fatores de produção for expressa em preços monetários será possível escolher dentre as soluções técnicas possíveis aquela que é mais econômica, ou seja, a que representa os menores custos em relação ao preço futuro do produto final, e só assim será possível avaliar ex ante se o projeto sequer é economicamente viável no momento.

Como nada disso é a priori possível em uma sociedade socialista, todos os empreendimentos tocados pelo estado não passam de um gigantesco desperdício de recursos que mais cedo ou mais tarde leva ao colapso econômico. A experiência comunista comprovou tudo isso, muito embora não tenha nunca existido uma sociedade socialista realmente pura.  
A URSS podia usar o sistema de preços do mundo capitalista como referência e copiar seus métodos de produção, e um florescente e gigantesco mercado negro supria até certo ponto as monumentais falhas do planejamento estatal. Mesmo assim, a economia soviética sempre foi um caos.  Funcionou por algum tempo graças ao uso sistemático do terror como "incentivo".  Mas o terror não pode durar para sempre.  Quando arrefeceu, foi-se o incentivo e a economia comunista anquilosou rapidamente e morreu.

A natureza dispersa do conhecimento

A crítica de Mises publicada em 1920 causou consternação na intelligentsia socialista. Ao menos o desafio foi levado a sério e muitas respostas foram aventadas.  Nos anos 1930, alguns economistas socialistas (Oskar Lange, Abba Lerner) formularam a teoria do "socialismo de mercado", baseada nas idéias do economista do século XIX Léon Walras, que concebeu um método de equações matemáticas capazes de permitir a compreensão do estado geral de equilíbrio de uma economia.  Tudo o que se fazia necessário, pois, era outorgar certa autonomia aos gerentes das unidades produtivas de modo que igualassem o preço do produto ao custo marginal para que o comunismo funcionasse tão bem como o capitalismo.

Muitos economistas liberais eminentes, como Joseph Schumpeter e Frank Knight, aceitaram a validade dessa solução e se convenceram de que não havia obstáculos econômicos ao socialismo.  Ainda outro economista austríaco, contudo, Friedrich Hayek, discípulo de Mises, desenvolveu certos aspectos implícitos na análise de seu mestre para refutar a "solução" socialista.  

O esquema walrasiano padece de um defeito fatal: é estático.  O conhecimento técnico, os recursos e as informações são considerados dados no sistema.  Hayek argumentou que o conhecimento é disperso na sociedade e a sua utilização racional é levada a efeito por cada indivíduo traçando seus próprios planos segundo circunstâncias personalíssimas e intransferíveis. 
O mercado coordena esses planos espontaneamente, sobretudo por intermédio do sistema de preços, de forma muito mais racional e útil do que um planejamento central poderia esperar fazer. 
O planejamento central implica a supressão dos planos individuais.  Os indivíduos tornam-se instrumentos do planejador central, mas esse não pode ter jamais a esperança de coordenar a produção racionalmente. O estado de equilíbrio é uma quimera que não tem lugar no mundo real, dinâmico por natureza, e o conhecimento, as oportunidades e a informação nunca estão "dados". Ao contrário, estão sendo incessantemente criados e ampliados através das iniciativa individuais e suas interações.

Mesmo assim, Mises e Hayek foram tidos como refutados e relegados ao ostracismo pela comunidade dos economistas.  Mises morreu esquecido em 1973, mas Hayek viveu o suficiente para rir por último quando o comunismo soçobrou e todas as análises de ambos se revelaram certas.  Ele morreu em 1992, após testemunhar a queda do Muro de Berlim e o colapso soviético.

Conclusão

Provar que na economia de mercado não existe mais-valia nem exploração, todavia, não é o mesmo que dizer que a exploração não existe.  Existe.  Ela ocorre quando somos forçados a dar alguma coisa em troca de nada, como no caso dos tributos recolhidos pelo estado.  O estado é a máquina perfeita de exploração.  E o marxismo, por conferir um poder absoluto ao estado, é o veículo insuperável da exploração sistematizada.
A doutrina socialista por ser intrinsecamente falsa leva inevitavelmente a uma perversão e inversão do sentido das palavras, como notou Orwell — por ironia ele mesmo um socialista convicto.  Liberdade é escravidão e escravidão é liberdade; democracia é ditadura e ditadura é democracia; cooperação voluntária é coerção e coerção é cooperação voluntária.  O estado socialista é dono de tudo, o que traduz a triste realidade de que os que comandam o governo são os senhores implacáveis, os proprietários absolutos dos comandados.  Socialismo é mais do que uma restauração da escravidão; é seu aperfeiçoamento e culminância.

Vale lembrar ainda que a análise acima vale para qualquer espécie de socialismo, seja o comunismo (socialismo de classe), nazismo (socialismo de raça) ou fascismo (socialismo de nação).

Tudo o que foi exposto aqui é conhecido há décadas.  Contudo, pouca gente sabe pois a intelligentsia de esquerda bloqueia a sua divulgação.  
É uma vergonha, pois uma das tarefas principais dos intelectuais — os que se dedicam ao estudo das idéias — deveria ser justamente a de esclarecer a sociedade a respeito das idéias certas a serem adotadas para o bem comum, e advertir do perigo de se aceitar teorias erradas.  Mas não é isso que acontece, infelizmente.

Parece que os intelectuais sofrem de uma propensão irreprimível para o socialismo, certamente porque nele vislumbram a chance de empalmar o poder absoluto em causa própria.  
Em termos marxistas, o próprio marxismo não passa de ideologia, a falsa consciência, que uma classe — a intelligentsia — difunde em função de seus próprios interesses. Essas falsas idéias se propagam e iludem — alienam — as futuras vítimas da classe "revolucionária". 
É um dever inadiável de todo cidadão consciente denunciar esse esquema podre, desmascarar a falácia socialista e esclarecer a opinião pública na medida de suas possibilidades.

Trabalho de Alceu Garcia: é o pseudônimo de um cidadão que, cercado de esquerdistas por todos os lados, e já conhecendo o tratamento que eles dão a quem ouse contrariá-los no local de trabalho, tem bons motivos para desejar permanecer incógnito

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O Paraíso dos socialista CUBA PARTE II

05:36
“Os socialistas, para curar este mal, instigam nos pobres o ódio invejoso contra os que possuem, e pretendem que toda a propriedade de bens particulares deve ser suprimida, que os bens dum indivíduo qualquer devem ser comuns a todos, e que a sua administração deve voltar para os Municípios ou para o Estado. Mediante esta transladação das propriedades e esta igual repartição das riquezas e das comodidades que elas proporcionam entre os cidadãos, lisonjeiam-se de aplicar um remédio eficaz aos males presentes.[Leão XIII]

Coisas que os socialista não falam sobre o tal EMBARGO.
A empreiteira brasileira Odebrecht vai administrar uma central de colheita de cana e produção de açúcar em Cuba, marcando a abertura do setor agrícola da ilha a investimentos estrangeiros.
MUDANÇAS EM CUBA

Odebrecht fará primeiro investimento estrangeiro em açúcar cubano desde revolução
Cuba concede direito de propriedade a funcionários de restaurantes
Exportações do Brasil para Cuba chegam a R$ 1,1 bilhão
Cuba abre setor de açúcar para capital estrangeiro, diz agência
O negócio foi confirmado pelo o embaixador brasileiro em Cuba, José Felício, durante uma entrevista à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

Segundo ele, os investimentos brasileiros no país estão crescendo rapidamente graças a um crédito de "cerca de US$ 1 bilhão, ou talvez um pouco mais, com o porto e com créditos para aquisições".


San Rafael in Havana
Ave de Italia in Havana

Cuba abre setor de açúcar para capital estrangeiro, diz agência
Em 2011, Cuba produziu 1,4 milhão de toneladas de açúcar, pouco menos de 1% do total mundial.

Negociações entre o governo local e empresas estrangeiras têm sido divulgadas há vários anos, com nenhum resultado prático até o momento. Ao menos outras três companhias estariam em conversações com Havana para entrar no setor açucareiro, segundo a Reuters.

Os investidores estrangeiros são proibidos pela lei cubana de possuírem terras no país. No caso do açúcar, a solução a esse entrave seria a administração de moinho por companhias de outros países, sem que elas passem a ter propriedade do território.


Smashed Vintage car before Dawn in Havana
Green Chevrolet prepares for the day in Havana
Pharmacy in Havana in Havana

Jaime Suchlicki: "O embargo não é culpado pela situação econômica de Cuba"
O diretor do Instituto para Estudos Cubanos e Cubano-Americanos da Universidade de Miami diz que um eventual fim das sanções não vai solucionar os problemas da ilha

ÉPOCA – Após 50 anos de embargo, o regime castrista continua em vigor. As sanções ainda são um fator de pressão?

Suchlicki – Não necessariamente. Neste momento, o embargo incide sobre duas coisas, principalmente: o turismo norte-americano e o acesso a empréstimos em organizações internacionais, como o Banco Mundial, o Banco Interamericano e os bancos dos Estados Unidos. Cuba compra hoje todo tipo de produtos agrícolas dos EUA. Só não compra remédios porque é mais barato comprar do Canadá e do México. 
Não há, então, um embargo sobre remédios e alimentos.
 O único embargo é sobre tecnologia, turismo norte-americano e empréstimos. Cuba é um país que deve ao mundo inteiro, simplesmente não paga suas dívidas. À ex-União Soviética deve US$ 21 bilhões, ao Japão deve em torno de US$ 3 bilhões. Cuba é um país que não tem capacidade de produzir para pagar suas próprias dívidas. Então, dar-lhes crédito no Fundo Interamericano ou nos bancos norte-americanos seria uma loucura. Os EUA não vão fazer isso.

ÉPOCA – Então há uma motivação mais econômica que política para a perpetuação do embargo?

Suchlicki – O embargo tem motivação econômica e política. Os EUA esperam que haja um governo em Cuba que esteja disposto a oferecer concessões aos desejos norte-americanos. Que Cuba seja igual ao Brasil, por exemplo. Que tenha eleições, imprensa livre, acesso a internet, que os cubanos possam viajar. É isso que querem os norte-americanos em Cuba, não creio que querem mais nada. Em Cuba não há nada que interesse aos EUA. Não existem grandes quantidades de ouro, não há urânio, não há nada que faça os americanos correrem a Cuba. Então, a política americana não muda, a menos que haja concessões da outra parte. E especialmente uma política que já leva 40 anos na América Latina: os EUA não vão aceitar regimes militares, vão aceitar somente governos eleitoralmente escolhidos.
continua aqui.
http://tinyurl.com/bbmbtcd


Father and Son on a bicycle in Havana
Time for School in Havana
Rotten 57 Chevy in Havana

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Proclamação de Anistia e Perdão

Proclamação de Anistia e Perdão Concedida a todos os indivíduos com ascendência europeia - Considerando que europeus mantiveram meus antepassados em cativeiro e trabalhando sem pagamento por três séculos, - Considerando que os europeus ignoraram as garantias de direitos humanos da Declaração de Independência e da Constituição dos Estados Unidos, - Considerando que a Proclamação de Emancipação, a Décima Terceira e Décima Quarta emendas significaram pouco mais que palavras vazias, Então os americanos com ascendência europeia são culpados por crimes contra meus ancestrais Mas, reconhecendo que os próprios europeus foram vítimas de variadas violações dos direitos humanos, tal como a Conquista Normanda da Inglaterra, a Grande Fome da Irlanda, o Declínio da Dinastia Habsburgo, as aventuras czaristas e napoleônicas, além de insultos gratuitos e especulações sobre a inteligência dos descendentes de poloneses, Eu, Walter W. Williams, declaro anistia e perdão gerais e irrestritos a pessoas de ascendência europeia tanto por suas queixas quanto pela escravidão que praticaram contra o meu povo. Portanto, de hoje em diante os americanos com ascendência europeia podem ficar tranquilos, cientes de que estão livres de qualquer culpa e desobrigados de agir como idiotas simpáticos quando se relacionam com americanos de ascendência africana. Walter W. Williams, generoso outorgante

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